O feitiço do trabalho assalariado

A libertação dos escravos era necessária ao capitalismo, mas não porque tinha o potencial de aumentar o mercado consumidor. O trabalhador assalariado gera uma produtividade maior que o escravo, pois o medo de perder o emprego e encontrar a fome o submete a uma opressão extrema e “voluntária”. Além disso o trabalho com as máquinas demanda um trabalhador que “voluntariamente” preserve e colabore com o equipamento (o ludismo foi uma forma inicial de resistência dos trabalhadores fabris, mas rapidamente superada, pois quebrar as máquinas significa ficar sem trabalho e, portanto, sem salário). A exploração do assalariado é uma forma mais sutil de escravidão, que chega a enganar completamente os reais criadores de valor e faz parecer que eles é que dependem do sistema, quando na verdade todo o sistema depende da exploração da força dos trabalhadores.

Essa exploração e sua profundidade não são percebidas facilmente (apesar das suas consequências serem visíveis na pobreza, na doença, na falta de segurança). Ficam mascaradas, quase como se estivessem sob um tipo de feitiço. É necessário retirar o véu que recobre essa realidade. Denunciar o segredo desse truque e permitir que os trabalhadores, adquirindo consciência da realidade, possam mudar o mundo e assumir o controle sobre suas próprias vidas para que encontrem verdadeiramente a liberdade. Só assim o trabalho deixará de ser uma forma de opressão e se tornará uma forma de emancipação.

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