Dilma é nosso Obama(disappointment)

O governo Dilma morreu. Palocci o matou.

Sustentar o ministro-chefe da Casa Civil implica perder os dedos para preservar os anéis. Opção, obviamente, equivocada.

Mas ele não é o único culpado. A própria Dilma já havia envenenado seu governo. Palocci apenas forneceu a corda com que ele mesmo (o governo) enforcou-se para não agonizar mais.

Dilma é nosso Obama. Eleita na onda da esperança lulista (esperança rota, é verdade, mas ainda verde em comparação às alternativas), Dilma começou paparicando a Folha (que publicou uma ficha falsa em que a chamava de ‘terrorista’), mas pensei que se tratava de gesto de estadista, que buscava a Conciliação. Ato contínuo, vai a programas populares de TV encontrar-se com malufistas confessas, como Hebe Camargo. E eu, ainda me enganando, acreditei que era a busca pela melhoria de sua imagem junto às classes populares.

Mas a suspensão do programa de combate à homofobia do MEC (reduzido pela mídia a um “kit gay”) para atender à bancada medieval da Câmara e evitar a convocação do Palocci mostra quão rasteiro será esse governo. Incapaz de se impor em nada, incapaz de sustentar a bandeira da ética (nem digo da legalidade, mas da ética), incapaz de se alinhar a ideais realmente progressistas (e aqui o mais doloroso sintoma da doença que levou à morte).

Isso sem falar no Código Florestal…

Caminhamos a passos largos para a década de 1950, seu conservadorismo provinciano, seu desenvolvimentismo de visão curta, sua inserção subalterna.

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