após a tragédia, acolher e amar

Ontem, o absurdo aconteceu.

Não há o que falar.

Mas ontem mesmo outros absurdos aconteceram. A imprensa tentou aumentar a audiência e a publicidade de pasta de dente por meio do uso e abuso da tragédia. Políticos tentaram tirar uma casquinha e apresentaram propostas igualmente absurdas, como o Sen. Cristóvam Buarque, que quer dar força a um projeto de segurança federal para as escolas.

Em que pese as escolas merecerem ganhar apoio e suporte de segurança, o que houve ontem não foi um problema de segurança pública.

Em muitas cidades brasileiras as escolas já se parecem com presídios, cercadas por muros altos e fechadas com grades. As nossas escolas, de modo geral, estão de costas para a comunidade. E não vai ser as fechando ainda mais que eventos como esse não se repetirão.

As escolas devem ser abertas. Devem ser um lugar que acolha as pessoas e os diferentes.

Não podemos, em resposta ao trauma de ontem e aos interesses daqueles que querem vender detetores de metal para humilhar quem quer que ouse tentar entrar numa escola, confundir as coisas. Caso contrário, fomentaremos ainda mais a doença mental e social que gerou o absurdo de ontem. Fomentaremos a exclusão, o apontar pessoas, o excluir, o medo, a rejeição. E precisamos fomentar a esperança, o acolhimento e o amor.

Anúncios
Esse post foi publicado em Notas rápidas, Outras coisas. Bookmark o link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s