A contra-revolução começa a marchar no Oriente Médio

Hoje, 14 de março, centenas de soldados sauditas desembarcaram no Bahrein para “proteger prédios públicos”.

Como comentado num post anterior, os sauditas não iriam deixar uma monarquia absolutista ser desafiada em seu quintal.

Isso, somado à resistência da Kadafi, darão alento e esperança aos regimes autoritários da região.

No que se refere à Líbia, é importante que uma zona de exclusão aérea seja imposta, caso contrário, Kadafi poderá prolongar o sofrimento de seu povo por muito tempo.

No caso do Bahrein, os EUA poderiam sugerir que a instalação de uma monarquia consitucional é uma boa ideia… mas parece que os EUA têm dificuldade em lidar com democracias árabes, preferindo ditaduras ou monarquias absolutistas… é bom lembrar que a 7ª Frota da marinha norte-americana tem o Bahrein como porto.

Infelizmente a Secretária de Estado, Hillary “big stick” Clinton, não promoveu alterações na política exterior americana que contemplassem real suporte a democracias e/ou movimentos democráticos. Para os ianques ainda parece mais fácil manter a retórica de medo em relação à Al Qaeda e, com base nessa premissa, apoiar regimes “fortes” para enfrentar esse “monstro do armário”. Na cabeça dos americanos, o tempo para políticas de boa vizinhança acabou há muito, infelizmente, pois, pelo menos, tentavam apresentar uma imagem boa e havia algum nível de colaboração.

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