O limes da civilização

Na coluna do Guilherme Barros há uma notinha sobre a política de expansão de uma rede de restaurantes de comida chinesa.

Na notinha, é dito que o foco da empresa são os bairros da “classe C, nicho em expansão e que deseja consumir produtos e serviços diferenciados com qualidade, sem sair do local onde moram”.

Automaticamente lembrei de um funk velho que dizia mais ou menos “eu só quero ser feliz na favela em que nasci”.

Legal, mas sempre que vejo isso de dizer que a empresa busca a classe C, me soa como uma concessão. Do tipo, “nós somos limpinhos e vamos levar um pouco de civilização àqueles pobres fedorentos”.

Tô sendo chato?

P.S.: não tô falando do Guilherme, mas do modo como ainda se apresenta essa “ida ao limes da civilização, que são os bairros da classe C”.

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